Mais de 100 mil toneladas das areias pesadas de Chibuto aguardam autorização para exportação – MozFlash24H

Mais de 100 mil toneladas das areias pesadas de Chibuto aguardam autorização para exportação – MozFlash24H

Mais de 100 mil toneladas de minério permanecem armazenadas nas instalações da empresa de areias pesadas de Chibuto, na província de Gaza, enquanto aguardam a conclusão do processo de licenciamento necessário para a sua exportação.

De acordo com o jornal “O País”, a situação ocorre numa altura em que as actividades extractivas da Dingsheng Minerals, empresa de capitais chineses, continuam suspensas devido aos danos provocados pelas cheias e por um incêndio que afectou cinco linhas de produção.

O secretário de Estado na província de Gaza, Jaime Neto, confirmou que cerca de 100 mil toneladas de minério já extraído permanecem na doca à espera de autorização para exportação. “Neste momento, na doca, temos cerca de 100 mil toneladas de produtos da mineração que aguardam exportação, mas o licenciamento ainda não está concluído”, explicou.

Segundo o dirigente, a conclusão do processo depende da aquisição de dois equipamentos considerados essenciais para o funcionamento da estrutura de exportação. Em paralelo, decorre a instalação de várias instituições públicas no local, incluindo a Autoridade Tributária, as Alfândegas, os Serviços de Migração e a Polícia da República de Moçambique, para assegurar o controlo das operações.

A Dingsheng Minerals volta também a ser alvo de críticas por alegado incumprimento da legislação laboral. O director dos Serviços de Controlo do Trabalho em Gaza, Ariel Comé, revelou que a empresa foi multada em cerca de 285 mil meticais, no ano passado, por violação das normas de segurança no trabalho, sobretudo devido à falta de equipamentos de protecção individual.

“É uma empresa basicamente reincidente em todas essas situações, mas estamos a intervir para resolver a situação”, afirmou.

Apesar das irregularidades identificadas, as autoridades laborais referem que as condições de trabalho têm vindo a melhorar, embora a reincidência continue a ser uma das principais preocupações.

As actividades da empresa estão suspensas há cerca de três meses, enquanto decorrem os trabalhos de recuperação das unidades afectadas. Segundo o Governo, os trabalhadores continuam a receber os respectivos salários.

A retoma da produção depende da reposição do sistema de abastecimento de água às fábricas, da conclusão do processo de licenciamento para exportação e do cumprimento das exigências definidas pelas autoridades.

 

(Foto DR)

Jornaldigital

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