Novela

O Dia em que a Estrada Acaba – Capítulo III

[O Texto que se segue contem conteúdo explicito — referências a conteúdos sexuais.]


Ele não se moveu. Aquele convite era inesperado, mas não menos desejado por isso. Jacinta conseguira deixá-lo interessado e, talvez por isso, deixou que os lábios dela se aproximassem fastidiosamente dos seus; ao ponto de lhes sentir a temperatura e de os querer sentir nos dele. No entanto, apesar de Jacinta ser uma mulher bonita, aquilo não estava certo.

“Eu não posso, Jacinta!” disse, tentando afastar-se; mas ela encostou-o à parede. “Sou um homem fugido; não tenho nada para te dar…” insistiu.

“Eu já te disse que não quero nada de ti!” tornou a dizer, ainda que de uma forma melodiosa. “Não estou à procura de marido, estou à procura de homem; um homem que me dê uma noite de prazer… “

“E depois?”

“E depois?! Depois vais à tua vida…” Jacinta pôs os braços à volta do seu pescoço, beijou-lhe os lábios e segredou-lhe. “Fode-me!”

Xavier, perturbado pela atitude que o atropelava, levou algum tempo a adaptar-se aos movimentos; deixou-se despir – e num ápice -, antes de conseguir abrir-lhe a camisa…

“Precisas de um banho! E de fazeres a barba…” disse, ela, de repente e em jeito de acusação; afastou-se. “Mas o banho resolve-se, já!” Sorriu e apontou para um canto, no quarto. “Atrás daquele cortinado está uma tina de madeira; vai buscá-la, se faz favor, e coloca-a no meio do quarto!” Arranjou-se; meteu a camisa para dentro da saia e seguiu em direção à cozinha. “Tem cuidado e não te magoes…” Avisou, deitando-lhe um olhar – cheio de promessas – por cima do ombro esquerdo. “A tina é grande e pesada!”

Em breve, Xavier ficou sozinho. Foi buscar a tina que ela lhe dissera: era enorme. Para ele, era quase uma piscina; e era tão pesada que teve de a arrastar. Depois sentou-se, em tronco nu, na berma da cama.

O que estaria ali a fazer? Estaria louco?!

Jacinta e os irmãos poderiam ser uns embusteiros. Jacinta poderia estar a seduzi-lo… Que dizia?

Ela estava a seduzi-lo. Que tipo de mulher se oferecia daquela forma e com aquele à-vontade?

Deu por si a procurar por uma janela; mas não via nenhuma. Além disso, não conhecia a casa e não sabia como escapar sem ser pela cozinha; e, se o Joaquim estivesse certo, o mais provável era perder-se. Contudo, fugir, iria só levá-lo ao homem chamado «O Cantor»; se quisesse arriscar… Porque, se não quisesse arriscar, não teria para onde ir. Se o tipo que o ajudara fosse um PIDE, aquela fuga poderia ser um embuste, uma armadilha; tal como a noite de sexo poderia ser, apenas, uma forma de o manter ali, como por encantamento, até que a PIDE o viesse buscar. A verdade é que não poderia confiar em ninguém; só nele próprio.

“Podes ajudar-me a trazer os baldes?” Jacinta espreitava-o da entrada. E ele não se mexeu. “O que passa, homem?”

“Acho que isto é um erro e quero ir-me embora!”

Jacinta cruzou os braços. “O que é que se passa contigo? És algum paneleiro?”

Ele olhou-a ofendido.

“Qualquer outro tipo já me tinha atirado para a cama; queria lá ele saber se eu achava que ele cheirava mal ou não. Eu ofereci-me; teria de me aguentar! Mas tu não…” observou, curiosa. “E agora queres ir embora. Se calhar preferes o Quim…”

“Não é nada disso!” protestou de olhos nela. Ele estava era com medo de ser enganado. Tivera medo na estrada, tivera medo antes de se sentar à mesa e continuava com medo. A ideia de ser preso pela PIDE e torturado até à morte era aterrorizadora. E a ideia de isso acontecer porque se deixara enganar em troca de sexo era aviltante. No entanto, por muito que não quisesse, começara a confiar naquela gente e começara a apreciar Jacinta de uma forma que não devia; e – talvez por isso -, quando deu por si, já imaginava como seria aquele corpo, como seriam as formas de Jacinta soltas daquelas roupas rudes que pouco mostravam. “Eu vou buscar a água!”

Jacinta descruzou os braços e suspirou. E ia dizer mais qualquer coisa, quando passou por ela, mas pareceu desistir…

Ele chegou à cozinha; os baldes, carregados de água, já estavam fumegantes. Mas, ao fundo, estava também a porta da rua. Poderia fugir; poderia acabar já com todos os seus medos. Mas para quê?

Acabava com aqueles e continuava com os outros. Os outros que, no fim de contas, eram os mesmos: o medo de ser apanhado.

Ergueu os baldes do chão e regressou ao quarto.

Quando chegou, encontrou Jacinta nua, sobre a cama. A sua pele era branca, leitosa; e o toque adivinhava-se suave e firme. Mas nada mais mostrava; tinha os braços em cruz sobre os seios e as pernas ocultavam o resto. Xavier não evitou um sorriso, porque ela era bela, mais bela do que a sua imaginação concebera, e porque ela não desistira dos seus intentos; e porque ele – não iria ser falso – desejava-a. Não sabia se fora o jogo dela, seduzi-lo, encantá-lo irremediavelmente – como o vento fascinava os canaviais – até que ele fosse incapaz de reagir; ou se fora ele que se deixara levar pela possibilidade de uma noite de prazer, que poderia ser a última. E também não interessava… Quando as coisas eram colocadas na perspectiva da «Última ceia», tudo mudava – sempre; porque se aquela fosse a sua última noite de liberdade – como qualquer outra noite, o poderia ser – antes passá-la nos braços de uma mulher bonita do que na estrada ou no meio de um canavial abanado pelo vento.

Despejou os baldes para dentro da tina e ficou a observar a água, ainda fumegante, ondeando incerta; e só depois teve coragem de olhar para Jacinta.

Jacinta olhava-o ardente de desejo; mordia o lábio inferior num sorriso sensual. “Despe-te e banha-te… Por favor.” Ele obedeceu. “Tens sabão; ali ao fundo, de onde tiraste a tina…”

Xavier banhou-se. Esfregou-se com ferocidade; também, ele, gostava de se sentir limpo. E quando terminou, com a água cheia de espuma, Jacinta atirou as pernas para fora da cama e mostrou-se inteira para seu deleite.

Entrou, sem pressas, para dentro da tina, sentou-se em frente a ele e ficaram a olhar-se; em silêncio. Mas quando as pernas dela lhe tocaram ele ficou hirto e isso viu-se à superfície da água; e ela riu-se.

“Desculpa…” disse ele, encabulado. “Faz algum tempo que não estou com uma mulher…”

Ela manteve o sorriso, aproximou-se e sentou-se em cima dele. Depois beijou-o; primeiro devagar e depois sofregamente. E, por fim, agarrou-lhe o sexo e enfiou-o dentro dela. Xavier sentiu-o, inicialmente, como uma dor; mas depois foi bom, maravilhoso; era tão bom. E, quando ela o tornou a beijar, e a mover-se sobre ele num sublime ondear, ele esqueceu-se de todos os problemas.

Aquela manhã não o apanhou na estrada, nem no meio do gelo da chuva. Acordou com Jacinta aninhada a ele e com ele cheio de vontade de a ter novamente. Ela sentiu-o, sorriu-lhe, mas disse-lhe que não. “Os meus irmãos devem estar a chegar…”

Os irmãos… Ele nunca mais se lembrara deles. Que diriam eles daquilo?

“Eles não têm nada que ver com o que eu faço!” disse, ela. “Mas prefiro que eles não nos ouçam!” Ele compreendia. “Mas temos ainda algum tempo; eles foram para o campo…”

Jacinta deitou a cabeça sobre o seu peito e suspirou. “Não te lembras mesmo de mim, Xavier?”

Ele tornou a matraquear as suas lembranças e chegou à mesma conclusão. Disse-o.

“Eu vi-te. Uma vez…” murmurou, ela. “Sei que preferes as louras bem dotadas…”

Ele endireitou-se de súbito. “O que é que isso significa?”

“Significa que eu não era – e talvez não seja – o teu género!” disse, olhando-o e sorrindo. “Eu trabalhei alguns anos numa dessas casas de alterne, em Lisboa,” confessou. “Foi lá que te vi… Desejei-te!” Assentiu. “Quis muito que me escolhesses, porque tudo em ti fazia-me vibrar…”

“Podias ter-te apresentado…” Resolveu não negar; ele frequentava aqueles sítios – ele e o Manuel – e ela tinha-o visto. “Talvez até tivéssemos chegado a um entendimento…”

“Estás a querer dizer-me que me tiravas daquela vida?”

«Talvez», pensou, ele; Jacinta aquecia-o por dentro. E naqueles tempos, há tantos meses atrás – ainda nem o Manuel tinha ido dentro, pela primeira vez -, ele tinha condições para sustentar uma mulher. Era bem possível que isso pudesse ter acontecido. No entanto, isso já não era uma possibilidade.

“Não falemos disso…” respondeu, ele, meio embaraçado. “Quando regressaste?”

Jacinta sentou-se muito direita e pensativa. Depois, sem nada dizer, levantou-se e começou a vestir-se. “É melhor que te vistas! O Quim e o Zé devem estar aí a chegar e preferia que não soubessem o que fizemos…”

Xavier não se fez rogado. A última coisa que queria era ver-se a braços com o Joaquim. E, quando ela saiu do quarto, num passo célere, deu por si a pensar que lhe agradava muito não ter de partir; ficar por ali…

Foi encontrá-la a pôr a mesa para o pequeno-almoço. A cozinha cheirava a café acabado de fazer e a mesa tinha pão, queijo e chouriço; e ele sentou-se.

Joaquim e Zé entraram alguns minutos depois, deram os bons dias e fizeram os olhares – curiosos – saltitarem entre ele e Jacinta. Atrás deles, viera um cão preto, grande, que se sentara no chão a observá-lo; muito compenetrado.

“Este é o Júlio!” disse, Jacinta, num meio sorriso, indicando o cão, e enquanto trazia a cafeteira para a mesa. “Foi ele que andou perdido nesses montes; tens muito em comum com ele!” Soltou uma risada. “Talvez seja por isso que está de olho em ti; deve querer saber como andam essas paragens…”

Xavier, à parte não gostar de o terem avaliado como se fosse um cão, fitou o animal e sorriu. “Não há nada de novo, por ali, Júlio. Mantém-te por casa que estás melhor!”

O cão empinou as orelhas, inclinou a cabeça para a direita, levantou-se e foi estender-se junto da lareira.

“Pelos vistos, entendem-se!” gracejou, Joaquim.

O Zé apanhou o pão, serviu-se de uma boa fatia, fez o mesmo com o queijo e Jacinta serviu-lhe uma caneca de café. Depois, foi a vez de Joaquim fazer o mesmo e, após Jacinta se servir, ele – ainda que pouco à vontade – partiu também um pedaço do pão, e de queijo, e deitou o café para a sua caneca. E sorriu feliz; fazia muitos meses que não tomava um pequeno-almoço quente e assim tão saboroso.

“Quando partes?” perguntou, Joaquim, com a boca cheia.

Xavier desviou o olhar para Jacinta. Gostava de ter conversado com ela antes; perceber o que lhe iria na alma; saber se aquela conversa sobre uma noite de prazer e cada um seguir a sua vida era mesmo isso, ou se poderia haver mais alguma coisa… Pela conversa que haviam tido ao acordar, ele achava que poderia… Se bem que da parte dele tudo se mantinha igual: ele não tinha nada para lhe oferecer. Todavia, Jacinta tinha os olhos pregados na mesa e isso impedia-o de tentar adivinhar o que lhe iria na cabeça.

“Tinha pensado em ir mais logo; se vocês não se importarem…” acabou por responder, pouco convicto. “Queria sair a coberto da noite.”

“Parece-me estúpido!” Jacinta limpou a boca, engoliu – a custo – o pedaço de pão que mastigava e fitou-o exaurida. “Podias aproveitar e ficar uns tempos aqui connosco… Ninguém da aldeia vem cá… Estás seguro!”

Xavier gostava muito de acreditar nisso; de coração aberto. Mas o coração das gentes era estranho… Hoje era tudo bondade, mas amanhã, por um olhar atravessado ou uma palavra mais dura, a bondade dava espaço à crueldade; sim, porque denunciarem alguém à PIDE era crueldade. No entanto, ele queria ficar ali ao pé de Jacinta; pelo menos, por mais uns dias…

“O homem está fugido, Jacinta!” protestou, Joaquim, parecendo intuir os seus receios.

“Não é o primeiro que ajudamos…” lembrou-o, Jacinta.

“Mas se ele quer ir, deixa-o ir!”

Xavier sentia-se mal com aquela conversa e nem sabia o que responder. Estava a começar a sentir-se um fardo e um foco de problemas; razão pela qual fugira inicialmente.

Mas Jacinta, de olhar tremeluzente – provavelmente indiferente ao que lhe ia na mente – olhou-o. “Queres ir? Vai!” E levantando-se com estrondo, com a caneca atrás, arrancou para o recanto onde cozinhava; e por lá ficou, de costas para eles.

Joaquim fitou-o, assentiu, piscou-lhe o olho e fez-lhe um sorriso atravessado. “Queres mesmo ir, homem?”

“Não estou certo…”

“Ontem, estavas mais arredio…” observou com malícia. “Se quiseres ficar temos de te dar trabalho!”

“Joaquim!” admoestou-o, Jacinta, de novo virada para a mesa. “Ele é nosso convidado!”

“Um convidado fica um, dois dias…” Sorriu. “Se ficar mais tempo, temos de ter uma justificação; disseste que o povo da aldeia não vem cá, mas às vezes passam por aí… E, se o virem, começam os boatos!”

“Com os outros, nunca te importaste com isso!”

“Os outros ficaram um, dois dias; e os que ficaram mais tempo estavam feridos ou doentes! Não saíam do celeiro… Ninguém os via!” Voltou a olhar para ele. “Aqui o nosso amigo, tirando o cansaço e o medo que tinha ontem, parece-me muito capaz…”

Jacinta ia continuar a protestar, mas ele não deixou. “O Joaquim tem razão!” Olhou-a e sorriu. “Se alguém me vê vai achar estranho… Talvez até me reconheça da passagem pela aldeia; ou de um jornal… Se estiver a trabalhar na terra, mesmo que perguntem, a história de um trabalhador à jorna pode ser suficiente; pelo menos, sossegará a curiosidade.” Deu uma dentada no pão e voltou ao pequeno-almoço. “Eu digo-vos, como farei, até ao fim do dia; se não se importarem…”

Os irmãos de Jacinta saíram, tinham que ir dar de comer aos animais, e ela voltou à mesa. Sentou-se a vê-lo comer. E, por alguns momentos, ficaram assim, sem nada dizer e sob o crepitar da lareira.

“Eras mesmo capaz de me tirar daquela vida, Xavier?” murmurou.

Xavier acabou de mastigar o pão e ajudou-se com um gole de café. “Naqueles tempos?” Ela assentiu, ansiosa. “Sim. Se tu te tivesses apresentado e eu sentisse por ti o que senti ontem… E sinto hoje…”

“E o que é isso?”

Ele devolveu-lhe a pergunta.

“Eu disse-te que era só sexo!” respondeu, ela.

“E que não querias nada mais de mim; e que hoje, cada um, seguiria a sua vida…”

Jacinta baixou o olhar, meio embaraçada. “Eu… Eu menti!” Depois levantou o olhar orgulhosa. “Tudo começou há dois meses; quando vi a tua fotografia no jornal… Reconheci-te! E queria ajudar-te, mas não sabia como…”

“Onde arranjaste aquele pedaço de jornal?”

“No posto da GNR…” disse; depois arrependeu-se. “A morte do meu pai levantou algumas suspeitas… E eu tinha voltado há pouco tempo…” explicou. “Sabes como é o povo!”

Xavier deixou cair aquilo. Havia alguma coisa em torno da morte do pai; ficara com essa sensação logo pelo Joaquim… No entanto, se o tipo era um monstro, pois que tivesse morrido como morrem os monstros.

“E como soubeste que eu estava aqui?”

Ele riu-se. “Eu vi-te a entrar na aldeia…” Calou-se num frenesim estranho. “Não queria acreditar! Corri a avisar os meus irmãos…”

“Eles sabem disso?!”

“Do quê?!”

“Disto!” Agitou os braços. “Do que tu sentes por mim…”

Ela acenou que não. “Mas eles não me dizem que não, Xavier…” Assentiu. “Os meus irmãos vão sempre valer-me!”

Ele não sabia muito bem o que pensar sobre o que ouvia; mas deixou-o cair, também. “E foi assim que me montaste a emboscada…”

Jacinta torceu o nariz e fez má cara; mas depois anuiu. “Bom; acho que da tua perspectiva foi uma emboscada… Da minha, não; só queria ajudar-te… Nem que fosse por uma noite!”

“E isso quer dizer o quê?” perguntou, olhando-a diretamente nos olhos. “Que tudo foi planeado?”

“Sim… Até ao momento em que entraste aqui em casa.” Assentiu muito firme. “Eu não sabia se aquilo que sentia por ti não era só coisa da minha cabeça…” Encolheu os ombros. “Eu não te conhecia e ainda assim, sentia aquilo que sentia… Podia ser tudo uma ilusão!”

Xavier entendia o que escutava. No entanto, no seu parecer, nada mudara entretanto; tinham tido uma noite de sexo e nada mais. Era verdade que ele sentia alguma coisa por Jacinta e que Jacinta sentia alguma coisa por ele, mas tudo poderia – ainda assim – ser uma ilusão. E a ilusão era perigosa para ele; a ilusão poderia conduzi-lo aos calabouços da PIDE…

“Eu continuo a ser um homem em fuga; sem futuro; alguém que está – sempre – a um passo da prisão e da morte…”

Ela tapou-lhe a boca com a mão. Foi um toque subtil, quente e, como a carícia na cabeça, terno…

“Não digas essas coisas, Xavier!”

“É a verdade, Jacinta! Tens medo da ilusão…”

“Tinha!” contrapôs; muito certa. “Agora sei que o que eu sinto é verdadeiro; tu és real e não resultado da minha fantasia!” Sorriu e segurou-lhe as mãos. “Tu és aquela pessoa que me fez vibrar…”

“Como podes saber isso?!”

“Porque o sinto, Xavier!”

“Não é isso… Estou a perguntar como podes estar certa de que eu sou essa pessoa que imaginas?” Ela olhava-o, meio perdida. “Essa pessoa que tu… Que te faz vibrar… É resultado da tua imaginação! Não há nada numa noite de sexo que te possa esclarecer sobre quem sou eu! Não sabes mais sobre mim, hoje, do que já sabias ontem…” Abanou a cabeça. “Continua a ser uma ilusão, Jacinta…”

Terceiro Capitulo (de Cinco) do conto, “O Dia em que a Estrada Acaba”
Por: P. J. Vulter (Pseudónimo do escritor Paulo J Fonseca, autor das obra “Marta”)

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