Psicologia

Educação Sexual

Conhecimento é poder. Esta frase aplica-se a todas as áreas da vida, incluindo a da saúde.

Ter conhecimentos sobre a área sexual, nomeadamente sobre a anatomia dos órgãos sexuais e reprodutores, e os comportamentos relacionados com a sexualidade, permite tomar decisões e fazer escolhas conscientes. Quando se está informado, pode prevenir-se muitas situações desagradáveis e evitar complicações que podem colocar em risco a saúde e o futuro.

No âmbito da educação sexual, podem ser abordadas questões relacionadas com as infeções sexualmente transmissíveis e com a gravidez, mas também com a identidade de género, com a preferência sexual ou com o respeito por opções diferentes e aceitação de todos em sociedade.

A adolescência é caracterizada por um período da vida onde ocorrem várias transformações físicas e psicológicas e se inicia a descoberta e o conhecimento sobre a sexualidade.

As infeções sexualmente transmissíveis mais comuns são VIH/SIDA, HPV (Vírus do Papiloma Humano), clamídia, gonorreia, hepatite B, sífilis e herpes genital e podem ser transmitidas durante as relações sexuais, seja durante o sexo vaginal, anal ou oral. Estas infeções acompanham a pessoa durante toda a sua vida, podem causar alterações na aparência dos órgãos genitais e implicar a toma de muitos medicamentos. Importa salientar que algumas infeções, como o HPV e o herpes genital, podem ser transmitidas apenas durante o contacto de pele com ele, não sendo obrigatória a penetração para que a infeção ocorra.

Muito importante, também, é o conhecimento de que a manifestação de uma infeção sexualmente transmissível pode não ser imediata, ou seja, uma pessoa pode ter uma infeção sexualmente transmissível e não sentir nenhuma alteração durante meses ou anos. Contudo, continua a ser um potencial veículo de transmissão dessa infeção a outras pessoas com quem mantenha contacto sexual.

Qualquer pessoa sexualmente ativa pode infetar (se já tiver uma infeção) ou ser infetada (se tiver relações sexuais com uma pessoa infetada). A prevenção das infeções sexualmente transmissíveis deve ser uma preocupação de todas as pessoas, independentemente do género, da preferência sexual ou da idade. Para diminuir o risco de contrair infeções sexualmente transmissíveis, deve usar-se preservativo e evitar ter vários parceiros sexuais, não só em simultâneo, mas também ao longo do tempo.

Para evitar uma gravidez não desejada, são várias as opções de contracetivos a utilizar, pelo homem ou pela mulher. Antes de se escolher um método contracetivo, deve haver uma procura de informação sobre todas as opções disponíveis, nomeadamente sobre as características de cada um, forma de utilização, riscos para a saúde ou interação com algum medicamento que tome.

É muito importante a informação de que, na sua maioria, os métodos contracetivos apenas previnem a gravidez e não protegem das infeções sexualmente transmissíveis. O método contracetivo que também ajuda a prevenir as infeções sexualmente transmissíveis é o preservativo (masculino ou feminino), uma vez que evita o contacto direto entre os órgãos sexuais.

Na comunidade, a equipa de profissionais de saúde dos cuidados de saúde primários está disponível para esclarecer todas as dúvidas que possam surgir e propor soluções para as dificuldades que possam ocorrer.

Falar de educação sexual é falar também de saúde mental. Experiências sexuais traumáticas, infeções sexualmente transmissíveis, gravidezes indesejadas ou não aceitação nem manifestação das suas características e opções sexuais individuais, podem ser fatores importantes para o desenvolvimento de uma perturbação da saúde mental.

A prática ou a abstinência de relações sexuais deve ser uma opção individual e consciente, assumida e respeitada por cada pessoa.

Valorizar a educação sexual é valorizar a saúde e fazer a sua parte para uma vida mais feliz!

Por: Susana Moreira (Enfermeira Especialista & Mestre em Saúde Mental e Criadora da Página Saúde Mental por Susana Moreira)


Obra por Stella Nanni, Cláudia Melo

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