Poesia

Casa

Casa vazia
Memórias esquecidas.
Camas quebradas,
Canos pingando água,
Janela obstruída.

O silêncio preenche a sala,
Quadros pintados de mágoa,
Retratos de família que não condiziam
Com as paredes que ouviam.

Teto rachado,
Perfume de tabaco,
Porta marcada com facas
E lavabo cujo os choros ecoavam.

Vizinhos mal humorados,
Vizinhos de bom grado,
O som da meia noite
Emitia lindos horrores.

Portas abriam de madrugada,
Permitiam a fuga
Dos que já não aguentavam.

Era difícil a porta se fechar,
Após tantas batidas de raiva
Essa recusava-se a funcionar.

Alma sem lar,
O lar era a alma…
Ainda sim, sempre será
A minha casa.

Por: Luíza Silva Fernandes (aluna da Escola Secundaria D. Maria II, Braga)

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