Moçambique pretende reforçar retenção de riscos no mercado de seguros – MozFlash24H

Moçambique pretende reforçar retenção de riscos no mercado de seguros – MozFlash24H




Moçambique pretende reforçar retenção de riscos no mercado de seguros

A Associação Moçambicana de Seguradoras (AMS) defende o reforço da capacidade do mercado nacional para gerir e reter parte dos riscos associados aos grandes projectos de infra-estruturas, energia e recursos naturais, como forma de manter mais recursos financeiros dentro da economia e estimular o desenvolvimento.

A pretensão foi apresentada esta quinta-feira (20), em Maputo, durante a 48.ª Conferência Anual da Organização das Entidades de Supervisão de Seguros da África (OESAI), que decorre sob o lema: “Construindo Resiliência através de Mercados Sustentáveis e Inclusivos”.

Segundo o presidente da AMS, Manuel Gamito, a crescente dimensão dos investimentos em Moçambique representa uma oportunidade para o sector segurador nacional aumentar a sua participação na cobertura dos riscos e a retenção deve ser feita de forma prudente, de acordo com a capacidade financeira e técnica do mercado.

Citado pelo jornal Domingo, Manuel Gamito, o sector segurador moçambicano tem registado uma evolução impulsionada por reformas governamentais, entre as quais a aprovação do Regime Geral de Seguros e a criação da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões. Actualmente, o País conta com 23 seguradoras, uma resseguradora e uma microseguradora.

Apesar deste crescimento, conforme o presidente daquela agremiação, permanece o desafio de ampliar o acesso aos seguros. Para a AMS, a digitalização, as carteiras móveis e os microseguros podem desempenhar um papel importante na aproximação dos serviços às famílias, pequenos produtores, pequenas e médias empresas e agentes da economia informal.

A associação defende, igualmente, o desenvolvimento de seguros agrícolas e paramétricos, considerados instrumentos importantes para aumentar a protecção perante riscos que afectam particularmente os pequenos produtores e outros segmentos vulneráveis da economia.

 

(Foto DR)

Jornaldigital

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